Processadores

O processador (CPU) é onde a informação é processada dentro do computador. É um chip na motherboard, normalmente escondido debaixo de um sistema de arrefecimento.

O mercado dividiu-se: nos PC continuam a dominar a Intel e a AMD; nos smartphones, tablets e nos Macs da Apple usam-se processadores ARM — a família M da Apple mostrou que ARM também dá desktops muito rápidos e eficientes.

Processador AMD Ryzen 5 3600
AMD Ryzen 5 3600 — CPU de desktop com 6 núcleos e 12 threads. Foto: Fritzchens Fritz, CC0 / Wikimedia Commons

Velocidade

A velocidade de relógio (GHz) já não conta a história toda — importa quanto trabalho o processador faz por ciclo (IPC) e quantos núcleos tem. Um processador moderno a 3 GHz é muito mais rápido que um de há dez anos à mesma velocidade.

Para navegação, email, escritório e streaming, qualquer processador actual de gama média chega e sobra. Onde a diferença se nota: edição de vídeo, jogos recentes, compilação de software, máquinas virtuais e análise de dados pesada.

Núcleos

Hoje até os processadores modestos têm 4 a 8 núcleos. As gamas actuais misturam núcleos de desempenho (P-cores) com núcleos de eficiência (E-cores) que gastam pouca energia nas tarefas leves — foi assim que os portáteis ganharam tanta autonomia. Ter muitos núcleos ajuda sobretudo em tarefas paralelas: renderização, máquinas virtuais, servidores.

Memória cache

O CPU é muito mais rápido que a memória RAM, por isso traz consigo caches L1, L2 e L3 que guardam os dados mais usados. Diferenças de cache explicam parte das diferenças de desempenho entre modelos — por exemplo, os AMD "X3D" com cache extra são particularmente bons em jogos.

Placa gráfica integrada

Quase todos os processadores actuais trazem GPU integrada suficiente para uso normal e até para jogos ligeiros. A placa gráfica dedicada só é necessária para jogos exigentes, edição de vídeo, 3D ou trabalhos de inteligência artificial.

Famílias actuais

AMD Ryzen série 7000
AMD Ryzen série 7000 (7900X3D, 7950X) — topo de gama para desktop. Foto: Techtesters, CC BY 3.0 / Wikimedia Commons
Intel Core 14ª geração
Intel Core 14ª geração (i5-14600K) — socket LGA1700. Foto: INVADERPC, CC BY 3.0 / Wikimedia Commons
Intel Core i7-12700KF
Intel Core i7-12700KF — face e verso de um CPU de desktop. Foto: Panek, CC BY-SA 4.0 / Wikimedia Commons
Chip Apple M1 Pro
Apple M1 Pro — CPU, GPU e controladores no mesmo pacote. Imagem: Apple, CC0 / Wikimedia Commons
Apple M4
Apple M4 — a geração mais recente da família M. Imagem: Anonymous239234, domínio público / Wikimedia Commons
Chipset Qualcomm Snapdragon
Qualcomm Snapdragon — o ARM dos smartphones e dos portáteis Windows ARM. Foto: Jaredryandloneria, CC BY-SA 4.0 / Wikimedia Commons
AMD EPYC num socket SP3
AMD EPYC em socket SP3 — os processadores de servidor chegam a mais de 100 núcleos. Foto: Smial, FAL / Wikimedia Commons

Computadores para inteligência artificial

Correr modelos de IA localmente — geradores de imagem, modelos de linguagem (LLMs), transcrição de áudio — trouxe requisitos novos. O factor decisivo deixou de ser o CPU: é a quantidade de memória disponível para a placa gráfica, porque o modelo tem de caber todo em memória.

Regra prática: para IA local, a memória vem primeiro (VRAM ou memória unificada), depois a GPU, e só por fim o CPU.

Placas gráficas para IA

Quando o hardware local não chega, aluga-se: serviços de cloud (RunPod, vast.ai, Lambda) cobram por hora de GPU, e para muitos projetos sai mais barato que comprar a placa.

Arrefecimento

Um processador a fundo dissipa dezenas de watts — nos desktops há torres de ventoinha e até refrigeração líquida; nos portáteis, o arrefecimento limita o desempenho e um processador "igual" pode render menos numa caixa fina. Processadores eficientes (baixo TDP) fazem portáteis mais silenciosos e frescos.

Sistema de arrefecimento de um portátil
Arrefecimento de um portátil: ventoinha e tubo de calor em cobre. Foto: hg, CC BY-SA 4.0 / Wikimedia Commons

O que escolher

Para a maioria das pessoas, um CPU de gama média recente com 16 GB de RAM e SSD dá uma máquina rápida durante muitos anos. Dinheiro extra é melhor gasto em memória e SSD do que num processador de topo.